sexta-feira, 15 de outubro de 2010

VAMOS ELEGER DILMA ROUSSEFF PRESIDENTA DO BRASIL

Dilma com seu primeiro neto, Gabriel, em Porto Alegre - 09.08.2010
Roberto Stuckert Filho/Divulgação
No início do processo eleitoral deste ano, os movimentos sociais e a Via Campesina Brasil tomaram a decisão política de empenhar esforços para eleger o maior número possível de parlamentares e governadores identificados com as bandeiras populares da classe trabalhadora, com o aprofundamento da democracia e soberania brasileira e com políticas que combatam a concentração da propriedade e da renda em nosso país.

Quanto à eleição presidencial, as organizações populares que compõem a Via Campesina decidiram lutar para que não houvesse a vitória eleitoral de uma proposta neoliberal, representando pela candidatura do tucano José Serra.Passando o primeiro turno dessa campanha eleitoral, realizado em 3 de outubro, queremos, com este comunicado ao povo brasileiro, manifestar nossa decisão política frente às eleições deste ano.

Avaliação do 1º turno
As renovações que aconteceram nas Assembleias estaduais, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, além da eleição e reeleição de governadores progressistas, são alvissareiras.


No Senado Federal, especialmente, fomos vitoriosos com a eleição de companheiros e companheiras identificadas com as nossas lutas e com a não eleição de senadores que se notabilizaram pela perseguição aos movimentos sociais, identificados com os interesses do agronegócio.

Destacamos como vitória a derrota eleitoral do governo tucano de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul, que se notabilizou, juntamente com o governo tucano de São Paulo, pelo controle da mídia, criminalização dos movimentos sociais e repressão à luta pela Reforma Agrária, aos movimentos de moradia e ao movimento dos professores da rede pública estadual. Em relação às campanhas presidenciais, não transcorreram debates em torno de projetos políticos e dos problemas principais que afetam a população brasileira.

A campanha de Dilma Rousseff (PT) buscou apenas, de forma pragmática, divulgar o desenvolvimento econômico e as políticas sociais do governo Lula, apoiando-se na popularidade e nos enorme índices de aprovação do atual governo. Com essa estratégia, obteve quase 47% dos votos, que foram insuficientes para vencer no primeiro turno. A candidatura de José Serra (PSDB) nos surpreendeu, não por sua identificação com as políticas neoliberais, e sim pelo baixo nível da sua campanha presidencial.

Foi agressivo e perseguiu jornalistas em entrevistas, tentou interferir em julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), espalhou mentiras e acusações infundadas.Chegou a usar a própria esposa, que percorreu as ruas de Niterói (RJ) dizendo que Dilma Rousseff “é a favor de matar as criancinhas”. Somente uma candidatura sem nenhum compromisso com a ética e com a verdade, contando com o total controle sobre a mídia, pode desenvolver uma campanha de tão baixo nível. A biografia do candidato já é a maior derrotada nestas eleições.

A candidatura de Marina Silva (PV) cumpriu o objetivo a que se propôs: provocar o segundo turno nesta campanha eleitoral. O tempo dirá se o seu êxito serviu para fortalecer a democracia ou simplesmente foi utilizada pelas forças conservadoras, para que retornassem ao governo.Já as candidaturas identificadas com os partidos de esquerda, que utilizaram o espaço eleitoral para defender os interesses da classe trabalhadora, infelizmente tiveram uma votação inexpressiva.

O descenso social que temos há duas décadas em nosso país, a fragmentação das organizações da classe trabalhadora e a fragilidade da política de comunicação com a sociedade certamente influíram no resultado eleitoral. Cabe uma auto-crítica aos partidos políticos que se limitam apenas às campanhas eleitorais para dialogar com a sociedade. E que não falte daqui pra frente trabalho de base e a formação política permanente.As eleições deste ano demonstraram o poder nefasto e antidemocrático da mídia.

Mas, por outro lado, foi potencializada uma rede de comunicadores independentes, comprometidos com a liberdade de expressão e com o direito à informação, e que enfrentam aguerridamente o monopólio dos meios de comunicação em nosso país. São avanços rumo à democratização da informação e na construção de uma comunicação democrática e plural, com a participação da sociedade.

O 2º Turno
Nós reafirmamos nosso compromisso em defesa das bandeiras de lutas da classe trabalhadora e na construção de um país democrático, socialmente justo e soberano. Independentemente do governo eleito, seja ele qual for, iremos lutar de forma intransigente pela expansão das liberdades e dos direitos democráticos oprimidos.

Vamos lutar também por mudanças nas instituições e serviços públicos, em benefício da ampla maioria da população; combater aos monopólios para o desenvolvimento com soberania e distribuição de renda; defender as conquistas trabalhistas, a redução da jornada de trabalho, o direito de greve para os servidores públicos; a Previdência Social pública, de boa qualidade, pelo fim do fator previdenciário.

Defendemos também a realização de uma reforma urbana, com moradia, saneamento básico, transporte público e segurança; a construção de serviços de saúde universal e de boa qualidade; reformas na educação pública e promoção da cultura nacional-popular com caráter universal; o fim do latifúndio, limite do capital estrangeiro sobre os nossos recursos naturais e a realização de uma Reforma Agrária anti-latifundiária; a implantação de novas relações da sociedade com o meio ambiente e efetivação uma política externa de autodeterminação, solidariedade aos povos e que priorize a integração dos povos do continente latino-americano e do Caribe.

Infelizmente, os avanços do governo Lula em direção a essas bandeiras democrático-populares foram insuficientes, em em que pese o acerto de sua política externa. Também nos preocupa constatar que, no arco de alianças da candidatura de Dilma Rousseff, há forças políticas que se contrapõem a essas demandas sociais.

Porém, temos uma certeza: José Serra, por sua campanha, pelo seu governo no Estado de São Paulo e pelos oito anos de governo FHC, tornou-se o inimigo dessas bandeiras de lutas. Pelo caráter anti-democrático e anti-popular dos partidos que compõem sua aliança eleitoral e por sua personalidade autoritária, estamos convictos que uma possível vitória sua significará um retrocesso para os movimentos sociais e populares em nosso país, para as conquistas democráticas em nosso continente e uma maior subordinação ao império dos Estados Unidos. Esse retrocesso não queremos que aconteça.Nossa posição nessa conjuntura

Assim, os movimentos sociais e a Via Campesina Brasil afirmam o seu apoio e compromisso de lutar para eleger a candidata Dilma Rousseff para o cargo de presidenta do Brasil. Queremos nos juntar aos movimentos sindicais, populares, estudantis, religiosos e progressistas para promover debates com a sociedade, desmascarar a propaganda enganosa dos neoliberais e autoritários e exigir avanços na democracia, nas políticas públicas que favoreçam a população, no combate aos corruptos e corruptores e na democratização do poder em nosso país.

Precisamos derrotar a candidatura Serra, que representa as forças direitistas e fascistas do país. Devemos seguir organizando o povo para que lute por seus direitos e mudanças sociais, mantendo sempre nossa autonomia política frente aos governos.Conclamamos a militância de todos os movimentos sociais, os lutadores e lutadoras do povo brasileiro, para se engajarem nessa luta, que é importantíssima para a classe trabalhadora.

Vamos à luta!! Vamos eleger Dilma Rousseff presidenta do Brasil.

Via Campesina Brasil
Movimento dos Atingidos por Barragens- MAB
Movimento das Mulheres Camponesas- MMC
Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra- MST
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil- FEAB
Assembléia Popular- PE
Centro de Estudos Barão de Itararé
Fórum Brasileiro de Economia Solidária
Marcha Mundial das Mulheres- MMM
Movimento Camponês Popular- MCP
Rede Brasileira de Integração dos Povos- REBRIP
Rede de Educação Cidadã Sudeste- RECID
Sindicato dos Engenheiros do Paraná- Senge-PR
Uniao de Estudantes Afrodescendentes-UNEAFRO
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Letra Viva Ano VIII - nº 188 sexta-feira, 15/10/2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eleições no Brasil: panorama visto de fora..

Poster: Rafal Olbinski

Brasil: Elecciones, aborto y punta de iceberg

El tema del aborto es grave y justifica el actual debate brasileño; pero ese tema es solamente la punta de un peligroso iceberg, el Plan Nacional de Derechos Humanos (PNDH), impulsado por el "moderado" presidente Lula, que afecta a fondo la familia, la propiedad privada, la libertad religiosa, la libertad de prensa, etc.

Excepción hecha de una activa minoría antiabortista y antisocialista, hasta el momento vastos sectores del público brasileño ven con indolencia y sin sobresaltos la existencia del PNDH. El candidato opositor tiene una oportunidad de oro para usar una excelente psy-"munición" electoral que le han entregado en bandeja la candidata adversaria y su mentor, el presidente Lula, e intentar despertar a los indolentes

1. El próximo 31 de octubre se realizará en el gigantesco Brasil la segunda vuelta de las elecciones presidenciales. Las Américas miran con natural expectativa esas elecciones, porque su resultado podrá consolidar la política externa prochavista, procubana y proiraniana del actual gobierno encabezado por el presidente Lula, en el caso de que gane su candidata, Dilma Rousseff; o hacer que esa política externa se incline hacia el centro, con una mayor aproximación hacia los Estados Unidos, Colombia, Chile, Perú y Honduras si gana el opositor José Serra.

2. A la Sra. Rousseff le faltó aproximadamente un 3% de votos para obtener la victoria en la primera vuelta. La candidata de izquierda percibió tardíamente que fue una minoría antiabortista, sumamente activa, actuando sobre una mayoría antiabortista displicente y anestesiada, la que le arrebató ese 3% de votos que impidieron que la candidata gubernamental ganase en la primera vuelta. A partir de la referida constatación, la candidata Rousseff concentró su artillería verbal para desprestigiar y desalentar a esa activa minoría.

3. En el tema del aborto la Sra. Rousseff está en desventaja, porque ahora dice que es contra él, pero hasta no hace mucho tiempo manifestó nítidamente que era a favor. El candidato Serra está mostrando la contradicción de Rousseff en el tema específico del aborto. Pero la pregunta del millón de los antiluistas es cómo hacer para quebrar el clima de indolencia de muchos electores brasileños que temperamentalmente no desean polémicas, y que prefieren continuar degustando la estabilidad económica que, hasta el momento, se vive en Brasil.

4. En realidad, el tema del aborto es grave porque amenaza el derecho a la vida de millones de niños que están por nacer; pero ese tema no es sino la punta de un iceberg mucho más peligroso, el denominado Plan Nacional de Derechos Humanos (PNDH).

5. El PNDH, presentado por el gobierno Lula a fines de 2009, es un proyecto que, en el caso de que se convierta en ley y entre en vigor, desfigurará el conjunto de la sociedad brasileña, no solamente en materia del derecho a la vida, sino también en lo que respecta a la familia monogámica, a la libertad religiosa, a la libertad de prensa, a la propiedad privada y a la armonía social.
En efecto, el PNDH impulsa el llamado "casamiento homosexual", favorece medidas legales que coartan la libertad de practicar la religión y de ejercer la libertad de expresión, propugna una "reforma agraria" de carácter socialista que podrá comprometer la actual prosperidad brasileña, y defiende otras medidas discriminatorias que podrán envenenar la convivencia social pacífica tan apreciada por los brasileños.

6. La candidata Rousseff alega que está siendo calumniada a través de campañas de Internet y ahora se presenta como una víctima inocente. La calumnia y la difamación sin duda son censurables sobre todo del punto de vista moral. Pero, además de ser censurables desde ese fundamental punto de vista, en este momento pueden favorecer a la Sra. Rousseff, porque le dan pretexto para que salpique con acusaciones de calumnia a aquellos que con mucho esfuerzo se oponen al gobierno lulista valiéndose de argumentos, con pruebas fundamentadas y con principios cristianos.

Ni la candidata Rousseff, ni su mentor, el presidente Lula, podrán alegar que se los "calumnia" cuando se los critica por promover el PNDH, porque en realidad ambos están entre sus grandes propulsores y es un documento escrito, una lamentable realidad divulgada en los sitios web del gobierno. Tal sería que negasen la existencia del PNDH y atribuyesen su contenido a "calumnias" de la oposición.

El PNDH es un programa espiritual, política y socialmente nefasto. El PNDH tiene tal cantidad de protuberantes defectos, errores y horrores que viene como anillo al dedo para que la oposición lo esgrima como un verdadero divisor de aguas, obligando a la candidata gubernamental a definirse sobre los más delicados temas.
El candidato opositor Serra no debería desperdiciar esa maravillosa oportunidad.

7. Es verdad que Serra ha interpelado a la candidata Rousseff sobre su apoyo al aborto. Pero en otros campos del PNDH, por lo menos igualmente nocivos, Serra está perdiendo hasta el momento esa oportunidad de oro para hacer definir, delante del público, a la candidata de la izquierda.

8. Esperemos que, por el bien del Brasil, en esta recta final, el candidato opositor, si desea vencer la lid, llame a las cosas por su nombre; agarre el toro por las astas y no continúe desaprovechando la oportunidad de hacer definir a la candidata izquierdista. Por fin, es de desear que los sectores indolentes e inclusive anestesiados del público brasileño se interesen más vivamente por temas que hoy le parecen lejanos e irrelevantes, pero que mañana podrán modificar de una manera inimaginable su vida y la de sus seres queridos.
Fonte:
Destaque Internacional
- Informes de Coyuntura
- Año XII - No. 310 - Madrid
- San José de Costa Rica
- Santiago de Chile, 12 de octubre de 2010 -
Responsable: Javier González (texto interactivo, sujeto a inclusión de sugerencias de nuestros lectores, hasta el día 20 de octubre; basta escribir a caballeroalvarado2006@yahoo.es ; también pueden solicitar para no recibir más mensajes)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Mineiros Soterrados ou Chile inventando heróis


País de passado recente bastante obscuro, em que os atuais detentores do Poder nunca souberam, ou quiseram, esclarecer direito as circunstancias do Golpe de Estado patrocinado pela CIA, Norte Americana, contra o Governo Constitucional de Salvador Aliende, em 1973, que vitimou, além do próprio Presidente, cerca de trinta mil pessoas, segundo dados oficiosos, nunca prospectados em profundidade, entre inimigos políticos e insurgentes, quanto à Ditadura que se estabeleceu, a seguir, sob o açoite do Presidente Militar Augusto Pinochet, o Chile, único Pais da América Latina a possuir um Tratado de Livre Comércio com os EUA, e cuja órbita de vida gira, mais ao Norte do Continente, comungando os valores, e os preconceitos, da América do Norte, recém saído de um Terremoto, que vitimou outros tantos milhares de pessoas, no começo do ano, completamente desfalcado de valores passados, de que se orgulhar, diante da tragédia que se abateu sobre cerca de 33 Mineiros, soterrados há mais de 700 metros de profundidade, diante da atenção despertada perante a Imprensa Mundial, prepara-se para construir os seus mais “Novos Heróis.”

Pais de vocação Mineradora, detentor das maiores Reservas de Cobre do Mundo, por isso mesmo vitima da Cobiça Internacional, cujas agencias mineradoras geralmente inglesas ou americanas, “Palco” de massacre das Minorias Étnicas Indígenas desde os Colonizadores Espanhóis, até os dias atuais, envolto em greves e prisões imotivadas, sem que tais fatos causem maiores alardes na Imprensa Mundial, ou nos órgãos de Direitos Humanos, desde que perpetrados pela Maioria Européia “Castrofóbica”, predominante, em razão da População Nativa, o fato do tal “Desmoronamento”, havido, há cerca de dois meses atrás, evento desses que, normalmente, não deixam sobreviventes, os Mineiros, ora retidos, no Rico Subsolo Chileno, ao vivo e a cores, transmitido via Internet para todos os Rincões do Planeta, capaz de causar comoção no mais insensível dos seres, graças a sondas que os localizaram, bem dispostos e vivos, em tamanha profundidade, não deixou de lembrar um desses Episódios Hollywoodianos, de filme de Catástrofe, só que na vida real, ao contrário do que pode ocorrer nas Minas de Carvão, na Polônia ou na China, que vitimam mais de 5.000 pessoas por ano, sem que ninguém se importe com isso.
Agraciados pela “Sorte”, de estarem bem dispostos e vivos, há tamanha profundidade, os 33 Mineiros Chilenos, prestes a serem resgatados da Profundidade Histórica da Política Chilena, graças ao interesse, e recursos, da própria NASA Americana, tratados como “Heróis”, são, no entanto, muito mais que simples Protagonistas dos seus próprios destinos, que, propriamente Heróis, de onde são resgatados, de uma vida inteira de mediocridade e relativa pobreza, para, agora, serem alçados pela Mídia Mundial, e sobretudo Chilena, diante da “Tragédia” que abateu em suas parcas vidas, para o Panteão dos Mártires da ...

“República Democrática Del Cobre $A”... ???“Que Deus seja Louvado” !
Apatia e Ceticismo à parte, tamanha a manipulação de valores:
“Viva Santa Rita de Alguma Coisa dos 33 Mineiros.....”


Por Antuérpio Pettersen Filho

Crônica originalmente postada em www.paralerepensar.com.br

Foto: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/813348-operacao-de-resgate-dos-33-mineiros-torna-se-mina-de-ouro-para-presidente-chileno.shtml

MARINA ESTÁ NUMA SINUCA DE BICO ...




MARINA ESTÁ NUMA SINUCA DE BICO E O PT FLERTA COM A DERROTA
Por : Celso Lungaretti

O day after foi melancólico.
De um lado, os demotucanos estão sendo bem persuasivos nas tentativas para convencer Marina Silva a suicidar-se politicamente.
Tomara que ela não ouça o canto dessas sereias -- como as mitológicas, carnívoras.
Se fizer uma composição com os representantes da ganância capitalista exacerbada e sem limites, ajudará a devolver o poder à pior direita brasileira.
Em termos ambientais, será um desastre.
E, claro, isto lhe seria cobrado adiante: sua responsabilidade pessoal num grave retrocesso histórico.
Iria virar uma morta sem sepultura, como o ex-Gabeira.
Voltar à esfera de influência do PT para receber um Ministério mais importante desta vez? É pouco para a dimensão que ela atingiu. Só se lhe oferecerem bem mais.
O pior é que seu partido já não é mais verde: amadureceu e apodreceu. Está traindo o compromisso assumido de combater as práticas ambientais predatórias, ao aliar-se com quem as encarna.
Então, Marina está numa sinuca de bico.
Como a decisão de a quem apoiar no 2º turno é impostergável, a sabedoria política manda que fique neutra, liberando o voto do seu eleitorado.
Assim, conservará intacto o patrimônio político que acumulou como terceira via, preservando-se para passos mais ambiciosos no futuro.
Depois, com mais vagar, vai ter de escolher um partido para o projeto 2014 , já que o PV virou mera linha auxiliar da direitona.
Aliás, a única afirmação reveladora de Marina nesta 2ª feira, desconsiderado o blablablá convencional sobre as consultas que fará antes de anunciar sua decisão, foi esta:
"O resultado que tivemos de aprovação ao projeto meu e do [vice] Guilherme [Leal] é muito maior que o nosso partido ".
Corretíssimo. Ela precisará de um partido mais adequado para suas pretensões vindouras, nem que tenha de criar um, como Fernando Collor fez (PRN).
Suas próximas decisões determinarão se ela é uma estrela que veio para ficar ou uma supernova que logo irá perdendo o brilho, como Heloísa Helena.



FASCINADOS PELO ABISMO

Já as avaliações que petistas fizeram do resultado frustrante foi mais frustrante ainda: aconselharam a campanha de Dilma a perseverar nos erros.
Uns falam em esclarecer melhor a questão do aborto, no sentido de tentar iludir o eleitorado, martelando sem parar que, desde criancinha, ela nega às mulheres o direito de opção.
Cogitam até a retirada da descriminalização do aborto do programa do PT.
Então, estamos combinados: se filmes repulsivos como Tropa de Elite conseguirem convencer contingente expressivo do eleitorado de que a tortura é válida, o PT correrá a apoiar a tortura...
O recuo em questão só servirá para fazê-la parecer oportunista e falsa, pois o que disse no passado está publicado e será relembrado ad nauseam pelos antagonistas.
Outros dirigentes petistas recomendam a insistência nas comparações entre os governos de Lula e de FHC, quando a comparação a ser feita é bem outra: entre um projeto político esquerdista, sintonizado com a justiça social, e um projeto político direitista, sintonizado com a desigualdade e a exclusão inerentes ao capitalismo.
Caso seja necessário, ilustrarei com desenhos: O PT NÃO VAI GANHAR ESTA ELEIÇÃO SEM SUA MILITÂNCIA IDEALISTA, AQUELA QUE SÓ SE MOBILIZARÁ POR MUDANÇAS EM PROFUNDIDADE E NÃO POR RETOQUES COSMÉTICOS NA FACE MONSTRUOSA DO CAPITALISMO .
Para esvaziar a ofensiva ideológica direitista, terá de guinar à esquerda.
Se continuar em cima do muro, ambíguo e cauteloso, alienará seus apoios naturais e nem sequer vai conquistar o eleitorado conservador de classe média, que sempre se colocará na trincheira contrária.
Trata-se da receita infalível para ser inapelavelmente batido, jogando no ralo uma eleição que estava 99% ganha.


* Jornalista e escritor. naufrago-da-utopia.blogspot.com


http://www.abdic.org.br:80/marina_cinuca.htm

domingo, 10 de outubro de 2010

Não fujo à luta.

Não fujo à luta, nem busco a melhor saída, luto
"hasta la vitoria, siempre" (Guevara)


Meus amigos,

Postei o texto a "Carta do Bial" que recebi de fonte segura e mencionei o endereço de origem. Ao anunciar a vocês esta postagem, declarei-me admirada por ela ter sido escrita por um repórter global. Acrescentei que não simpatizava com ele e admiti ser preconceituosa com relação à Rede Globo. Burra!!


Já que não foi ele quem escreveu, conforme declara a Globo em um desmentido:
quero esclarecer que sou contra este "método" covarde de dar nomes de pessoas famosos a textos apócrifos. De Luiz Fernando Veríssimo à Shakespeare é o que se vê diariamente neste mundo virtual. Porém devo admitir que o texto é impecável.


Bullying
Recebi um e-mail de um amigo, fonte mais confiável que eu, relatando-me o caso de bullying eleitoral em São Paulo: segundo ele, o Sr. Arnóbio Rocha, seu amigo, relatou, via Twitter, o bullying que uma de suas filhas sofreu na escola em que estuda devido aos seus pais serem eleitores declarados de Dilma Rousseff...


Bullying, para quem não sabe é o “termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully – «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender”.

O caso lhe pareceu extremamente grave. Inaceitável numa democracia. Meu amigo pretende fazer hoje dois relatos sobre o clima que o candidato José Serra, o jornal Folha de São Paulo, a Rede Globo, o Estadão e a revista Veja, entre outros, estão impondo ao país.
O Sr. Arnóbio asseverou que “Nem em 1989 Collor ousou pregar o ódio de forma tão aberta” e que “Transformaram as eleições num inferno, em São Paulo”. E conclui dizendo que “não dá mais para ficar calado”.
Assim espero.
Observei ontem - no jantar que fui - que este pessoal que se intimidou com as pesquisas sobre a popularidade do Presidente Lula, que fingiu que aceitou um operário na presidência, sabe-se lá com quanta raiva, deixa agora que ela venha à tona ao sentirem que podem derrubá-lo através da candidata que ele indicou.
A foto que coloquei neste meu texto, foi tirada ontem pelo meu marido, antes de acompanhá-lo - mancando - ao tal jantar de sua turma de engenheiros da UFPR.
Peço não se impressionem pelo meu cabelo estranho, pelo ar desanimado e pelo rosto inchado por causa de corticóides.
Ah! na mão direita carrego uma bengala onde me apóio. Ela poderá ser muito útil caso eu sofra alguma agressão (não seria a primeira)
Eu me conheço e sei que pelo meu país eu me supero. Supero minha fragilidade física, minhas dores e meu profundo desânimo, apenas com a força de meus princípios democráticos e socialistas, avesso às mentiras e à corrupção.
Talvez este segundo turno me traga a cura desta lesão coxo-femoral que anda me enlouquecendo de dor. Mas tiro qualquer dor de letra. Venham de bullying que eu estou fervendo.
Pelo meu país eu corro atrás do prejuízo e se for preciso eu boto pra correr.
Antes que me esqueça: é claro que vou votar na Dilma!!!
Nédier

sábado, 9 de outubro de 2010

"...um filho teu não foje à luta."

Bial na praia com os filhos e a namorada


Carta de Pedro Bial

O Hino Nacional diz em alto e bom tom (ou som, como preferir) que “um filho seu não foge à luta”. Tanto Serra como Dilma eram militantes estudantis, em 1964, quando os militares, teimosos e arrogantes, resolveram dar o mais besta dos golpes militares da desgraçada história brasileira. Com alguns tanques nas ruas, muitas lideranças, covardes, medrosas e incapazes de compreender o momento histórico brasileiro, “colocaram o rabinho entre as pernas” e foram para o Chile, França, Canadá, Holanda. Viveram o status de exilado político durante longos 16 anos, em plena mordomia, inclusive com polpudos salários. Foi nas belas praias do Chile, que José Serra conheceu a sua esposa, Mônica Allende Serra, chilena. Outras lideranças não fugiram da luta e obedeceram ao que está escrito em nosso Hino Nacional. Verdadeiros heróis, que pagaram com suas próprias vidas, sofreram prisões e torturas infindáveis, realizaram lutas corajosas para que, hoje, possamos viver em democracia plena, votar livremente, ter liberdade de imprensa.
Nesse grupo está Dilma Rousseff. Uma lutadora, fiel guerreira da solidariedade e da democracia. Foi presa e torturada. Não matou ninguém, ao contrário do que informa vários e-mails clandestinos que circulam Brasil afora.
Não sou partidário nem filiado a partido político. Mas sou eleitor. Somente por estes fatos, José Serra fujão, e Dilma Rousseff guerreira, já me bastam para definir o voto na eleição presidencial de 2010.
Detesto fujões, detesto covardes!

Pedro Bial, jornalista.
Fonte: http://www.sechssn.com.br/vernoticia.asp?id=345Foto: http://www.sitedosfamosos.com.br/tag/pedro-bial/




terça-feira, 5 de outubro de 2010

- Marina... você se pintou?

foto : Gleyciano Rodrigues/agazeta.net

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Marina... você se pintou?
Maurício Abdalla [1]


“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi.
Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar.
Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação.
A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra.
Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país.
E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor.O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido.Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul.
“Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação.A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.

“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma.
Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos.
Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo.
Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação.
“Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.

.[1] Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros