quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Não me omito, vou de Gleisi e Adenival

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Gleisi Hoffmann

Gleisi participa de mobilização no Uberaba e é recebida pelos moradores do bairro

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Adenival Gomes

Meus amigos,

Eu sempre votei no Partido dos Trabalhadores, mas, por razões pessoais, não tenho participado da atual campanha política em Curitiba.
Como já escrevi neste blog, fiquei injuriada por ocasião do pedido de cassação do senador Renan Calheiros, acusado de quebra de decoro parlamentar.
Em razão da omissão do senador Aluizio Mercadante e de sua influência, fazendo com que outros senadores do PT também se omitissem, Renan Calheiros permaneceu no Senado apesar de tantas e tamanhas provas de corrupção que estavam ligadas ao seu mandato. Se ele tivesse votado a favor do tal Renan, eu não teria ficado tão afrontada.

Em anos de militância nunca me omiti, nunca fiquei - como dizem - “em cima do muro” porque aprendi com o Partido dos Trabalhadores que devemos nos posicionar e mantermos a nossa ética acima de tudo e jamais nos aliarmos aos ladrões do dinheiro público.

Apesar de estar mais ligada aos trabalhadores rurais sem terra e à sua luta pela Reforma Agrária, não vou ficar “em cima do muro” nestas eleições municipais.

Eu voto em Gleisi para prefeita
porque conheço sua competência e sua postura. Admiro sua forma de ser, sua simplicidade e a sua conduta ética.
Tenho certeza que ela será - se eleita - uma prefeita que administrará a minha cidade de forma a também beneficiar a população mais carente.
Em Gleisi - prefeita de Curitiba - residem as minhas esperanças de Justiça Social na administração desta cidade.
Curitiba precisa deixar de ser apenas motivo de belos cartões postais que não retratam a vida difícil da periferia.
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Por motivos igualmente sociais vou votar para o Adenival Gomes para vereador, ele será na Câmara Municipal de Curitiba a voz em defesa do povo simples de minha cidade.
Nédier
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foto de Gleisi: Elias Dias
foto de Adenival Gomes: crédito para Carlos Ruggi

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cresce trabalho infantil no Paraná - Fábio Campana

O trabalho infantil cresceu no Paraná de 2006 para 2007. Enquanto em 2006 10,2% das pessoas na faixa etária dos 10 aos 14 anos estavam ocupadas, no ano passado este índice subiu para 12%.
O dado paranaense supera os índices nacionais, pois em todo o País, a quantidade de crianças trabalhando diminuiu de um ano para o outro. Em 2006, a taxa de ocupação de pessoas na faixa etária entre os 10 e 14 anos era de 10,8%, já em 2007, o índice caiu para 10,1%.
Em contrapartida, enquanto a quantidade de crianças trabalhando aumenta, o número de estudantes no Paraná também cresce, ao contrário do que ocorre no Brasil inteiro.
Enquanto no País a redução de estudantes ficou na ordem de 0,5%, no Paraná houve um acréscimo de 1,76% (pelo menos 176 mil estudantes). Já a taxa de escolarização é desanimadora.
Em 2006 a taxa na faixa etária entre 7 e 14 anos era de 98%, no ano passado caiu para 97,5%. Na faixa etária de 25 anos ou mais, houve queda no número de pessoas que estavam estudando, passando de 5,2% em 2006 para 4,9% em 2007.

Fábio Campana

http://www.fabiocampana.com.br/?p=13735

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Alma - Rubem Alves/ presente da Marisa Giglio

ALMA
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“ Espeleologia é a ciência das cavernas.
Eu estudei uma espeleologia que se dedica a explorar as cavernas da alma. A alma é um emaranhado de cavernas iluminadas por uma luz que se insinua por frestas estreitas , cavernas que vão ficando cada vez mais fundas e escuras.

Lá fora é o mundo ensolarado, “uma grande feira e tudo são barracas e saltimbancos ” ( Fernando Pessoa) , muita gente , falatório, gritaria, tagarelice, risadas, todos falam , ninguém escuta, os participantes trocam palavras conhecidas e todos usam máscaras sorridentes .

A entrada da caverna está escondida pela vegetação.
São poucos os que têm coragem de entrar. Lá dentro tudo é diferente .

As vozes se transformam em sussurros. Mas os olhos crescem .
E assim vamos descendo cada vez mais fundo, até que nos
descobrimos sozinhos. Há solidão e silêncio.
A verdade da alma está além das palavras, não pode ser dita .
Os espaços modelados pelos milênios pedem poucas palavras .


Depois de muito descer chega-se ao fundo da
caverna: lá está, faz milênios, um lago de água
absolutamente azul.
O fundo da alma é um lago.
Lago encantado.”

Rubem Alves
de “ Concerto para corpo e alma ”

domingo, 14 de setembro de 2008

Rosane Coelho, a poesia


SOBRE O DESEJO
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o desejo não cabe na palavra:
transborda-a
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escorre
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transcende o objeto
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evapora, insaciado
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retorna sobre si mesmo
à morada do inominado...
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Rosane Coelho
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Imagem: bola de cristal (david duarte)
Publicado em 14/09/2008 às 13h13
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Leiam o que há de mais lindo na atual poesia brasileiro no endereçoco abaixo:

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Bolívia II - Presidente do Parlasul apóia expulsão de embaixador dos EUA na Bolívia

Dr. Rosinha cumprimenta o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera
Dr. Rosinha (c), Carlos Chacho Álvarez, ex-vice-presidente da Argentina e deputado Roberto Conde, do Uruguai

O presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul), deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), declarou nesta quinta-feira (11/9) que o presidente boliviano Evo Morales agiu de forma acertada ao decretar a expulsão do embaixador norte-americano no país, Philip Goldberg.

"Evo Morales tem informações seguras quanto à participação do governo dos Estados Unidos nas ações separatistas promovidas por setores de oposição a seu governo", afirma Dr. Rosinha. "E Bush já tem uma série de antecedentes intervencionistas, militares ou não. O fracassado golpe de 2002 na Venezuela é um exemplo de caso ocorrido na América do Sul."

Conforme o parlamentar brasileiro, a sessão da próxima semana do Parlamento do Mercosul, que começa na segunda-feira (15/9), deve discutir a situação na Bolívia após as explosões em gasodutos que levam gás natural ao Brasil. "Em princípio, o tema não está na pauta, mas sua discussão pode ser proposta por qualquer um dos parlamentares do bloco."

Na noite da última quarta-feira (10/9), ao declarar o embaixador dos EUA "persona non grata", Evo Morales afirmou que Philip Goldberg conspira contra a democracia e promove a divisão da Bolívia. "Não queremos gente separatista, nem divisionista, nem que conspire contra a unidade do país, não queremos pessoas que atentem contra a democracia", discursou Morales, em La Paz.

No passado recente, Goldberg já atuou em ações de estímulo a ações separatistas na região dos Bálcãs, mais precisamente em Kosovo.

"Derrotada no referendo nacional de agosto, a direita boliviana mostra-se cada vez mais isolada ao praticar verdadeiros atentados terroristas", avalia Dr. Rosinha. "Felizmente, Morales tem agido com moderação e evitado o confronto nas ruas, mesmo depois de emissoras de TV terem flagrado agressões covardes contra soldados do exército."


Oligarquias e preconceito

Em agosto, o presidente do Parlamento do Mercosul coordenou em território boliviano uma delegação de 40 observadores do Mercosul, durante o referendo que confirmou Morales no cargo de presidente, com 67,4% dos votos —13,7 pontos percentuais a mais do que o presidente obteve na eleição de 2005.

Para o presidente do Parlamento do Mercosul, o movimento separatista observado hoje na Bolívia é movido pelo preconceito de oligarquias contra um presidente de origem indígena. "Estive pessoalmente na Bolívia por diversas vezes e presenciei cenas de preconceito explícito contra o presidente Evo Morales", revela Dr. Rosinha. "Em pichações nos muros ou mesmo em conversas pelas ruas, setores da elite branca dizem querer colocar 'aquele índio de volta em seu devido lugar'."

O Parlamento do Mercosul já aprovou seu apoio às instituições bolivianas, posicionando-se contra qualquer divisão de território. No início desta semana, a presidência do órgão divulgou uma nota em que prega o diálogo entre as diferentes forças políticas do país. "É do interesse de todos os países do Mercosul que a Bolívia se encontre, cada vez mais, com seu destino de nação economicamente próspera, socialmente justa, politicamente estável e democrática", diz trecho da nota assinada por Dr. Rosinha.
A sessão plenária do Parlasul terá, na próxima terça-feira (16/9), a participação do ministro brasileiro Nelson Jobim (Defesa). Um dos temas da sessão, que acontece em Montevidéu, é a criação do Conselho de Defesa da América do Sul

Pela Paz em Bolívia I


Montevidéu, 08 de setembro de 208]
Comunicado de Imprensa
Pela paz em Bolívia
A Presidência do Parlamento do MERCOSUL vem a público manifestar sua profunda preocupação com a situação política da Bolívia.
Mesmo após os recentes Referendos Revogatórios realizados em todos os departamentos da República da Bolívia, que conferiram renovada e sólida legitimidade aos governantes e que transcorreram num clima de mais absoluta normalidade, conforme o depoimento unânime de dezenas de missões observadoras, inclusive a deste Parlamento, a tensão naquele país não dá mostras de arrefecer. Pelo contrário, observa-se uma crescente radicalização do processo político boliviano que pode ter conseqüências imprevisíveis.
A não-aceitação de legítimos resultados eleitorais, a recusa ao diálogo, a obstrução de estradas, certos discursos pró-separatismo e a ameaça da ocupação de campos de gás, com o intuito de impedir a exportação para Estados Partes do MERCOSUL, conformam um quadro instável que repercute negativamente no Mercado Comum do Sul.
A Presidência apela a todas as forças políticas bolivianas a que aproveitem o novo quadro político criado pelos referendos revogatórios e estabeleçam um diálogo de alto nível, o qual deve ser conduzido de modo a pacificar as disputas políticas que ocorrem naquele país e assegurar o desenvolvimento econômico e social e a imprescindível unidade territorial da Bolívia.
A Presidência também concita todas as forças políticas bolivianas, bem como os meios de comunicação de massa daquele país, a que se conduzam, nesse momento crucial da história da Bolívia, com a mesma maturidade e responsabilidade demonstrada pelo grande povo boliviano nos recentes pleitos eleitorais.
A Presidência, ademais, lembra que a República da Bolívia, Estado Associado do MERCOSUL, é signatária do Protocolo de Ushuaia, que consagrou a cláusula democrática do bloco.
Por último, a Presidência do Parlamento do MERCOSUL manifesta o seu entendimento de que é do interesse de todos os Estados Partes do MERCOSUL que a Bolívia se encontre, cada vez mais, com seu destino de nação economicamente próspera, socialmente justa, politicamente estável e democrática.
DR. ROSINHA
Presidente do Parlamento do MERCOSUL

11 de Setembro, 1973, 2001, 2008

Evo Morales
O Primeiro Presidente Indígena




11 de setembro de 2008, Bolívia.
O presidente Evo Morales eleito por maioria absoluta de votos dos bolivianos enfrenta a resistência das elites a partir de Santa Cruz e arredores.
Morales elegeu a maioria de uma Assembléia Nacional Constituinte e a menos de um mês teve seu mandato confirmado num referendo por mais de 60% dos bolivianos, um índice bem mais alto que o dos votos que recebeu quando eleito.
A desordem e o caos são as ameaças dos grandes empresários bolivianos e grupos internacionais, a conspiração tem o imprimatur do governo terrorista de George Bush. Repetem as estratégias usadas para derrubar em 1973 o presidente Salvador Allende, no Chile.





© Foto de Thomas Hoepker. Terroristas jogaram dois aviões contra as torres gêmeas, em Nova York. 11 de setembro 2001.

Em 11 de setembro de 2001 um grupo de soldados da Al Qaeda apoderou-se de aviões da United Airlines nos Estados Unidos e atacou alvos dentro do território norte-americano.
Pela primeira vez na história os EUA foram atacados dentro do próprio território, não levando em conta os conflitos que resultaram na tomada da Califórnia e do Texas, partes do México saqueadas a esse país.
A Al Queda é liderada por Osama bin Laden, um engenheiro saudita, fundamentalista islâmico, com base no Afeganistão e que durante a guerra contra os soviéticos foi financiado e armado pelos norte-americanos. Os bin Laden são sócios da família Bush em “negócios” de petróleo.

O sangrento golpe militar dirigido pelo general Augusto Pinochet (preparado e apoiado pela Administração norte-americana através da CIA). 11 de Setembro de 1973.Foto de autor desconhecido

Em 11 de setembro de 1973 o presidente Salvador Allende enfrentou o golpe militar do general Augusto Pinochet e resistiu até a morte no Palácio La Moneda. Ao longo dos anos que se seguiram Pinochet, um dos muitos generais ditadores da América Latina, construiu um regime de terror e barbárie, ao qual aliou a corrupção. Essa história vem sendo contada em capítulos pelas revelações feitas através de documentos oficiais e a participação direta do governo dos Estados Unidos no golpe. Nixon era o presidente.

Trecho do artigo de Laerte Braga "11 DE SETEMBRO DE 1973, DE 2001, DE 2008