segunda-feira, 20 de abril de 2009

Anoitecendo em Guaraqueçaba - As fotos do Dadaco

Quaraqueçaba é Patrimônio Natural da Humanidade e um paraíso quase inascessível por causa dos 80 km de estrada intransitável a partir de Antonina.
Temos uma pequena casa em cima de uma grande pedra no Costão de onde vemos a beleza inacreditável da baía- onde nadam golfinhos e - a ainda verdejante - Serra do Mar.

Os que nasceram ou apenas moram em Guaraqueçaba são apaixonado por ela, embora ela quase não lhes forneça os recursos básicos para uma vida com assistência médica e conforto.

Seus moradores são, na maioria, pescadores pobres. Todos os que conheço olham as belezas de Guaraqueçaba com olhos de menino que descobre a todo momento novos tesouros na paisagem.
Os que vivem em Guaraqueçaba não se restringem em simplesmente amar a cidade, cuidam dela, das águas da baía, preservam o ambiente com um carinho que me deixa emocionada.

Fui passar o fim de semana lá com meu marido, aliás nos encontramos lá, eu vinda de Caiobá e ele de Curitiba.
No fim da tarde de sábado depois de uma ótima pescaria saboreamos um jantar feito pelos pescadores, com requintes dos melhores restaurantes que conheço.

Findo o jantar, nós, o Dadaco - pescador e funcionário da prefeitura - cujo nome é para mim impronunciável, o Wilson que cuida de nossa casa e o Chaleira - uma figura folclórica pelo modo de agir e pelos famosos neologismos - ficamos olhando o sol se pôr num silêncio que costumamos fazer quando somos atingidos pela Beleza. O Dadaco comentou apenas: - Vejam se não é maravilhoso (ele assiste este espetáculo todos os dias).
Fui até dentro de casa e trouxe a Nikon. Dei para o Dadaco (que se considera e é considerado por todos o melhor pescador do mundo) e pedi para ele registrar aquele fim de dia. Expliquei o mínimo e lá ficou, aquele louro gordinho, de olhos claros e de uma simpatia cativante, monitorando a câmera.
Foram mais de 70 fotos. Estas nem devem ser as melhores, mas afinal eu tinha que escolher algumas.Não utilizei nenhum recurso para melhorá-las, estão ai, exatamente como o Dadaco focalizou.
Sou obrigada a dizer que, ao vivo, com sua brisa, seus cheiros, suas canoas e canoeiros, com o barulhinho da água e dos passantes na rua bem abaixo, tudo isso é ainda mais bonito.
Um abraço,
Nédier


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