
domingo, 29 de janeiro de 2012
Sobre a bobeira

sábado, 28 de janeiro de 2012
Prece do Ocaso - Rosane Coelho
Nillo Biazzetto

Eu gostaria de ser, pelo privilégio que tive em conhecê-lo, uma grande escritora ou mesmo uma simples cronista para prestar uma homenagem à altura de Nillo Biazzetto, este gigantesco cidadão que ontem deixou nosso convívio.
É raríssimo, quase impossível, encontrarmos um homem tão digno como o Nilo. Um ser humano de tanto caráter, de tanta hombridade, inteligência e força que torna-se difícil escrever sobre ele sem omitir alguma qualidade.
Marido, pai, avô, desportista, cidadão exemplar. Um homem cuja aparência máscula abrigava uma ternura desmedida.
Desde muito jovem eu via o Nillo como uma fortaleza física e moral inexpugnável e sempre me surpreendia com a emoção brilhando em seus olhos em lágrimas contidas diante de vitórias, derrotas, alegrias e tristezas. Diante da Vida.
O Nillo Biazzetto foi um cidadão cuja consciência política é exemplo para todos os brasileiros que amam este país.
Confesso minha impotência verbal para escrever sobre o Nillo!
Não pude ir até a minha amada Arena da Baixada onde o corpo do Capitão Furacão foi velado.
Meu marido, que o amava e admirava, foi prestar-lhe sua última homenagem e foi dele, por telefone, que ouvi uma das melhores definições sobre este homem admirável:
- O Nillo veio ao mundo para servir.
Nédier
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Militante político
"Em 1946, aconteceu a segunda greve nacional
da categoria bancária. Foi nesta ocasião que o
Sindicato de Curitiba ganhou dimensões nacionais
e firmou poder perante o Governo. Fui
vice-presidente da entidade, na gestão de Aldo
Machado, e presidi a mobilização. Era muito
difícil fazer greve naquela época, éramos reprimidos
pelos militares e muitos amigos meus
foram presos.”
Nillo Biazzetto
..
Esportista
Atlético campeão paranaense de 1949, com Nillo Biazzetto (segundo agachado da esquerda para direita): campanha de 11 vitórias em 12 jogos rendeu o apelido de Furacão.Ironicamente, Nillo iniciou a carreira no Coritiba, em 1938, por ser o clube mais perto de sua casa. Um ano depois, chegava à Baixada para se tornar ídolo rubro-negro. Foram 12 anos vestindo a camisa atleticana. Mesmo fora do campo, Nillo sempre manteve vínculo com a Baixada. No triênio 2002-2003, o ex-jogador chegou a presidir do Conselho Deliberativo do Furacão.
Os colegas de Nillo lamentaram a perda do Capitão Furacão - como passou a ser conhecido a partir de 1949.
"O Nillo era extraordinário. Era o capitão do Furacão e além de companheiro foi um grande amigo", lamentou o ex-atacante Jackson Nascimento, campeão paranaense com Nilo em 1949. Jackson também elogiou a inteligência e a autoconfiança do Nillo.
"...o nome dele nunca vai desaparecer da história."
"O Nillo era zagueiro firme, forte e os atacantes tinham dificuldade de passar por ele. Aprendi muito sobre futebol com ele", afirmou Waldomiro Galalau, por anos parceiro de zaga de Nillo no Atlético.
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O corpo do ídolo atleticano será velado na sala VIP da Arena da Baixada, das 22 horas desta sexta-feira às 16 horas de sábado. A cerimônia de cremação, no Crematório Pérpetuo Socorro, em Campo Largo, será restrita aos familiares."
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http://www.gazetadopovo.com.br/esportes/campeonato-paranaense/conteudo.phtml?tl=1&id=1217413&tit=Morre-Nilo-Biazetto-capitao-do-time-que-deu-origem-ao-Furacao
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Nuvens passageiras
As lembranças deste tempo distante foram surgindo como pedaços de nuvens soltas no céu da minha insônia.
Eu e meus três filhos.
Eles dormiam na minha cama, onde estamos nesta foto, até o pai chegar tarde da noite do trabalho.
Na foto, o Ricardo que está no meu colo com cara de choro, deitava entre as minhas pernas com a cabeça apoiada na minha barriga e de um lado a Ana e de outro, o Fabrício. Eu lia histórias que criava durante a tarde no meu trabalho e datilografava na minha Olympia.Os personagens tinham vida e permaneceram no meu imaginário e no deles como se fossem seres reais. Às vezes fazíamos histórias coletivas cada um criando um pedaço. Mais tarde, os alfabetizados iam pra minha cama com seus livrinhos e líamos em silêncio, até que pouco a pouco eles fechavam os olhos como se fossem pequenas janelinhas que assim cerradas pareciam protegê-los da visão da realidade permitindo-os viver seus sonhos de criança.
Na foto, visto uma camisola verde de malha vagabunda que eu chamava de "Nuvens Passageiras", em homenagem à sua estampa horrorosa.
Bons momentos perenizados em uma fotografia. Nuvens que passaram.
Eu era jovem, tive meus filhos antes dos trinta anos e aprendi com eles a ser mãe.
A felicidade era esse deitar juntos, tomar banho juntos numa grande banheira. A glória era ir aos domingos no Passeio Público ver os macaquinhos e comer mini-pastéis (na época, eu bebia Campari), brincar nos disputados balanços. Íamos também andar de pedalinho no lago do Parque Barigui onde uma vez ficamos encalhados.
Tudo era tão bom e eu tinha tanta energia que só de pensar fico cansada: trabalho, pediatra, ortopedista para as pernas do Fabrício, oftalmologista para os olhos da Ana Paula com exercícios de ortótica quase diários, ballet da Ana, Alliance do Fabrício,dentistas, dentistas, pediatras, comprar e comprar roupas (como eles cresciam!), encapar cadernos, ir nas reuniões na escola...etc, etc e tal.
Quando o pai chegava, tarde da noite, era sempre o mesmo ritual. Ele tirava o livro aberto do meu peito e o óculos pendurado no nariz e depois colocava um a um em sua cama. Era um dos poucos contatos que tinha com os filhos.Nesta época, por causa do trabalho, ele era um pai ausente, mas eu tive a presença de minha sogra que morava conosco e me ajudou a criá-los.
Nesta foto, a não ser pela cara de sono e de choro do Ricardo (eu também pareço cansada) os outros dois me parecem tranquilos e felizes.
Nuvens passageiras.
Hoje todos eles têm seus filhos.
Meus três filhos são como ramos de minha árvore, ora cheio de flores ou de frutos, ora secos como galhos no inverno que parece que nunca mais vão florescer.
Fiz tudo para criá-los bem, mas sempre me senti em falta, sabe-se lá do quê. As mães sempre se sentem culpadas.
Hoje o Fabrício é um senhor engenheiro que trabalha com hidrelétricas em seus projetos de viablidade e diz frases surpreendentes. O pequeno chorão, também engenheiro, ficou prematuramente grisalho e é coordenador de um órgão importante relacionado ao governo. Possui um humor negro arrepiante...rs...A Ana trabalha no Tribunal de Justiça e embora já seja formada em psicologia está estudando Direito com muita seriedade, Ela é engraçada, espirituosa, uma imitadora nata. Alegra qualquer ambiente.
Todos tem sua família, seu emprego, seus amigos, seu lazer...
Não tem lugar pra mim na cama deles, ainda bem!! Assim é a vida.
Nuvens passageiras.
Nédier
Um Ano Novo...Pandora e a Esperança
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Pandora, foi a primeira mulher que existiu na mitologia grega. Ela foi criada por Hefesto e Atena, auxiliados por todos os deuses sob as ordens de Zeus. Cada um lhe deu uma qualidade. Recebeu de um, a graça, de outro, a beleza, de outros, a persuasão, a inteligência, a paciência, a meiguice, a habilidade na dança e nos trabalhos manuais.
Hermes, porém, pôs no seu coração a traição e a mentira. Como coloca em cada um dos mortais....
Pandora foi enviada a Epimeteu. Prometeu recomendou a ela que não recebesse nenhum presente dos deuses. Epimeteu vendo sua radiante beleza, esqueceu o que lhe fora dito pelo irmão e a tomou como esposa.
Epimeteu tinha em seu poder uma caixa dada pelos deuses que continha todos os males do mundo. Avisou a mulher que não a abrisse. - E adianta avisar uma mulher que não abra uma caixa, que não coma uma maçã, que não gaste além da conta??
Pandora não resistiu à curiosidade. Abriu-a e os males escaparam. Por mais depressa tentasse fechá-la, somente conservou um único bem: - A ESPERANÇA. (E a Esperança não tendo escapado da caixa, permanece na caixa dos nossos corações).
Aberta a caixa todos os homens foram afligidos pelos males contidos nela. Os politeístas vêem Pandora como aquela que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade. Porém a Esperança dá ao homem força para enfrentar estas mesmas provas e adversidades.
Cada fim de um ano cristão, eu lembro de Pandora. Da caixa que ela abriu, deixando escapar todos os males que afligem a humanidade, mas não esqueço:
...a esperança ficou.
E é com a ESPERANÇA que conseguimos levar a vida em frente. E, no fim de mais um ano, nos sentimos como uma criança sorridente movida apenas pela a esperança de dias melhores.
Um abraço,
-foto: eu com 5 meses.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
O Rio e o Oceano
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo......
domingo, 11 de dezembro de 2011
A grande viagem do espírito.
Vale a Pena Viver... e Aprender!
A vida não espera.
É a vida em movimento.
Parece que somos passageiros na eternidade, mas a verdade é que somos eternos dentro do temporário.
Na natureza, tudo passa!
As coisas mudam...
Há um tempo para tudo:
As culpas e as mágoas também passam!
No rio da vida, as águas do tempo curam tudo,
pois diluem no eterno as coisas passageiras.
As coisas estranhas que aconteceram,
Aquele ressentimento antigo ou aquelas emoções apagadas
Essas emoções passam por você,
Que tal passar por elas, sem se deter,
apenas ficando a experiência
e seguindo a vida?
Sim, tudo passa mesmo!
E, do centro da Consciência Cósmica,
As experiências vão, mas o aprendizado fica.
Todos estão destinados à Consciência Cósmica,
Tudo a seu tempo!
O que vale é o Amor !
Que a luz do discernimento e dos sentimentos mais elevados possa iluminar nossos corações!
Existir é um privilégio.
E viver é maravilhoso!
Paz e LUZ!
Recebi de minha amiga Márcia Maria Campos Bortoleto este texto formatado em pps. por ameliasoares-55@hotmail.com e resolvi postá-lo aqui no blog para meus amigos.
Beijo,
Nédier
* autor desconhecido
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