segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

“Confissões de um Inconformista”

"Um país sem memória não é apenas um país sem passado. É um país sem futuro."
Rui Barbosa
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Meus amigos,
Acabo de ler o excelente livro “Confissões de um Inconformista” e gostaria de recomendá-lo a todos vocês. Ele trata de um capítulo ainda recente da História do Brasil que, infelizmente, muitos jovens desconhecem e mesmo pessoas que viveram naqueles dias, por circunstâncias políticas e sociais, não tomaram conhecimento.
Não podemos esquecer estes tempos sombrios.
Devemos ter sempre em nossa memória a repressão, a violência e as injustiças que foram praticadas pela ditadura militar contra o nosso país e contra os brasileiros que lutaram pela Justiça e pela Liberdade.
Para apresentar Pedro Porfírio este grande jornalista, político e escritor vou usar as palavras que seu filho Vladimir escreveu na apresentação deste livro.
Eu não poderia, nem saberia fazer melhor.
Nédier
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"Aos 61 anos, quando este primeiro volume das memórias sai à luz, PEDRO PORFÍRIO mantém-se fiel aos seus sonhos de adolescente.
"Confissões de Um Inconformista" é, acima de tudo, o relato de uma existência que levou às últimas conseqüências o princípio da “prática como critério da verdade”.
O mergulho nas vidas do cidadão, do militante clandestino, do jornalista, do dramaturgo, do produtor teatral, do escritor, do líder político, do pai, do esposo ou mesmo do avô Pedro Porfírio, num só tempo, realizam o curso de uma existência orientada pela poesia de idéias quase sempre controvertidas.
Personalidade marcada pelo ímpeto libertário e pela franqueza emocional, Pedro Porfírio, como veremos, fez da sua vida uma constante sem variáveis contraditórias de comportamento. Se por um lado qualquer de seus colegas de redação do Correio da Manhã (anos 60) pode definir Pedro Porfírio como jornalista avesso às convenções, se pode também colher a mesma impressão entre os que viveram outras faces da sua trajetória.
Tão corajoso quanto às posições que defendeu na vida, Pedro Porfírio é um caso raro de desobediência que combina lucidez com irresponsabilidade.
Foi assim quando deixou o MDB para integrar o quixotesco exército de Leonel Brizola, ou quando acreditou que fosse possível, em plena ditadura militar, juntar no mesmo barco um ex-preso político e um General na construção da primeira associação de bairro do Brasil.
No primeiro caso a “irresponsabilidade eleitoral” foi capaz de produzir um fenômeno maior que o seu protagonista.
No outro episódio, não menos irresponsável, Pedro Porfírio fez da ALMA (Associação dos Moradores da Rua Lauro Muller a Adjacências) - e suas “irmãs” decorrentes - a primeira trincheira legalizada da sociedade civil organizada brasileira, durante os anos de arbítrio.
Dono de raciocínio prodigioso e assombroso poder de adaptação, Pedro Porfírio é uma expressão da sobrevivência criativa por onde passou. Quando a ditadura militar lhe impediu o exercício formal da profissão nas redações de jornais depois da passagem pelo cárcere, a adversidade fez surgir o inspirado divulgador dos espetáculos teatrais da inesquecível Fernanda Montenegro.
O mesmo divulgador inspirado fez surgir, por influência da mesma Fernanda, o não menos inspirado autor e produtor de espetáculos infantis. E neste caso, como seria presumível, não lhe bastava escrever, produzir, dirigir e divulgar peças infantis do tipo “Dona Baratinha”, sempre em cartaz nos teatros da zona sul do Rio de Janeiro nos finais de semana dos anos 70.
A inquietação do então novo homem de teatro preferiu correr o risco da sua revolução ao escrever conteúdo político para crianças, em produções que levaram o teatro infantil, ineditamente, para apresentações nos dias úteis em grandes teatros como o João Caetano, centro do Rio de Janeiro.
Como veremos, tudo é possível para um inconformista. Inclusive a presumível impossibilidade. E este foi o caso, por exemplo, do incontestável sucesso de bilheteria de o Bom Burguês, peça que escreveu e produziu para adultos, e que foi encenada pelo valente elenco de ilustres desconhecidos.
Capaz de fazer de inocentes peças infantis o instrumento de contestação política, a tenacidade criativa ou a qualidade do texto do autor de Confissões de um Inconformista, foi reconhecido por personalidades que, de diferentes matizes, quase sempre eram alvo de sua vocação contestadora. E isto inclui impressões colhidas por mim nestes anos junto a personalidades como o jornalista Helio Fernandes, o jornalista Helio Fernandes Filho, a professora e ex-deputada Sandra Cavalcanti, o ex-deputado Álvaro Valle (falecido), o ex-deputado Lizaneas Maciel (falecido), o lider da Liga camponesa e ex-deputado Francisco Juliao (falecido), o ex- governador e Prefeito Marcello Alencar, o jornalista Rui Xavier, o jornalista Elio Gaspari, a atriz Aracy Balabanian, o jornalista Ancelmo Gois, o antropólogo Ivan Proença, o antropólogo e ex-senador Darcy Ribeiro, entre tantos outros que, com seus comentários, fizeram envaidecer o coração de um filho apaixonado.
Referência natural para a formação do caráter de qualquer pessoa, a figura do pai, no meu caso, foi muito mais que o natural parâmetro crítico para a compreensão do mundo. Parte da vida de Pedro Porfírio há 38 anos, minha existência combinou cumplicidade e devoção pela figura de um homem que não lamenta o preço pago pelo vigor da sua integridade."
Vladimir Porfírio

Abaixo coloquei algumas fotos de Pedro Porfírio que foram “salvas”, já que em 1964 o seu álbum “desapareceu”. Elas também podem ser encontradas no seu site.
http://www.palanquelivre.com/

Em 1959, com 16 anos, líder estudantil, em audiência com o Ministro da Guerra, general Teixeira Lott

Em 1969, aos 26 anos, na prisão do Cemimar, na Ilha das Flores, onde fui torturado e apresentado como ligado a assaltantes de bancos. Na época era o diretor de redação da TRIBUNA DA IMPRENSA

Fora das redações, tornei-me teatrólogo e ganhei o Troféu Mambembe, escolhido pela crítica carioca, com O BOM BURGUÊS, dirigido por Luiz Mendonça, na foto. Ao todo, Porfírio teve 8 peças encenadas de 1973 a 1982.

"Exilado no próprio país", Porfírio conseguiu uma vaga numa revista de tv e foi ser diretor da Central Bloch de Fotonovelas (funções que não "ameaçavam" o regime).

Com a volta de Brizola do exílio, ajudei a fundar o PDT, partido ao qual fui filiado, e pelo qual ocupei vários cargos públicos e tive três mandatos de vereador.
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Apesar de suas sucessivas derrotas e do esvaziamento do PDT, Porfírio ficou com Brizola.
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Para receber o livro Confissões de um Inconformista volume I, faça o pedido pelo e-mail porfirio@palanquelivre.com
Preço: R$ 25,00 - mais despesas de correio.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Primeira mensagem do ano.

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Meus amigos,
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Encontrei na imagem de minha neta Teresa o melhor símbolo de esperança para este ano que inicia:
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- Que venha o 2008! E que estejamos de braços abertos para o futuro com um espírito mais jovem e otimista!
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Que este gesto de minha neta Clara, na passagem de ano, simbolize o que desejo a todos em 2008:
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- Que tenham mais Amor e saibam demonstrá-lo!

- Que usem os braços não só para o trabalho, mas para abraçar as pessoas com carinho!

- Que a boca evite proferir palavras amargas e nunca, nunca, economizem beijos.
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Nédier
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Algumas fotos tiradas na passagem de ano em Caiobá/PR:
http://nedier.fotos.uol.com.br/anonovo/slide.html

sábado, 29 de dezembro de 2007

Ano Novo, teu nome é...

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
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Mario Quintana
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

POEMAS NOS ÔNIBUS E NOS TRENS - Poema Selecionado

Poemas nos ônibus e nos trens - Porto Alegre

Meus amigos,
Estou tão orgulhosa em saber que a Rosane Coelho, a minha poetisa preferida, foi selecionada no concurso “Poemas no Ônibus e no Trem 2007", 16ª edição, que nem sei o que escrever.
Vou transcrever, logo abaixo, uma mensagem que ela me mandou a respeito do que sente em relação ao projeto.

Nédier

“Achei a idéia fantástica: a democratização da poesia.
Não creio em livros de papel: estão fora do alcance da grande massa assalariada: a que me interessa.
Quanto aos que não precisam decidir entre o livro e o pão, dificilmente a opção é pela poesia... Menos ainda se o autor não é conhecido, não apareceu na mídia, não deu entrevista pro caderno literário do O Globo... Junte-se a isso tudo o fato de não me julgar poeta: sou uma aglomeradora de palavras...
Por esses motivos, espalho meus escritos pela NET, sem a menor preocupação de ser copiada. Que bom se for!!!! Não sou proprietária de palavras, nem do fundo nem da forma. Socializo-as.
- Gostou?
Pode levar. É seu. É nosso. É de todos. Tudo é passageiro, como nos ônibus e trens... Versos também o são.
E aí a mágica desse concurso.
Passear pelas ruas de um Estado que não conheço, através de palavras que juntei. Se alguém ler e gostar, terá valido a pena. Se copiar, melhor ainda!

Pesquisando no Google, encontrei referências ao Concurso nos sites que colo abaixo. Acabei descobrindo que são confeccionados adesivos com os versos. Não é o máximo? Tem até a foto que você pediu, que parece ser uma janela de ônibus.”

Rosane Coelho

http://www.transportinho.com.br/modules/AMS/article.php?storyid=20

http://www.overmundo.com.br/guia/o-olhar-passageiro-poemas-no-onibus


- Em seguida, copiando retalhos de notícias, vou tentar explicar o que são os mágicos:



POEMAS NO ÔNIBUS E NO TREM

O Projeto "Poemas no Ônibus" foi criado pela lei municipal 8179, de 29 de junho de 1998 e regulamentado pelo decreto 13.660, de 11 de março de 2002.

O projeto consiste na divulgação de poemas através da sua veiculação no Sistema de Transporte Coletivo da Capital.

Os poemas afixados nos ônibus são escolhidos através de concurso público realizado anualmente.

Em 2003 foi o projeto foi estendido para os usuários da Trensurb, com o nome de "Poemas no Trem".
http://www.transportinho.com.br/modules/AMS/article.php?storyid=20
Link dos poemas que vão circular nos ônibus em 2008.
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=14&p_secao=57

“O Poemas no Ônibus percorre itinerários da capital desde 1992. Ao longo desses quinze anos, passaram pelo crivo dos jurados mais de 30 mil poemas e 10 mil inscritos.

Além de Porto Alegre, outras cidades e capitais já introduziram esse concurso em suas agendas culturais.

Conhecida em todo o País, a iniciativa a cada ano consolida-se como alicerce no incentivo à leitura.

O Histórias de Trabalho recupera e preserva a memória.

Dividido em várias categorias e gêneros, desde 1994 o concurso é reconhecido em nível nacional, sendo suas coletâneas agraciadas com a condição de leitura indicada pelo Ministério da Cultura.

O HT, como também é chamado, estimula as histórias narradas através das várias linguagens, sejam elas escritas, desenhadas ou fotografadas.”


SELECIONADOS CONCURSO POEMAS NO ÔNIBUS E NO TREM 2007 16° EDIÇÃO


Fernanda Lemos Tatsch
Naura Vieira dos Santos
Rafael Vecchio
Kátia Cornélius
Carlos Newlands
José Eduardo Boeira
Luiz Mauricio Azevedo
Anderson Santos Tiago
Mariana Mota
Ana Felícia Guedes Trindade
Fernando Ernesto Baggio Di Sopra
Márcia Maranhão de Conti
Ricardo Mainieri
Eduardo Cassol Lopes
Julio Felix Garcia Vieira
José Antonio Borba
Felipe Sodré
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
Tunai Giorge de Oliveira Leite
Márcia Maia
Mônica Cardoso Manique
José Heber de Souza Aguiar
Lucas Sattler Barroso
Rosane Coelho de Oliveira
Leonardo Schneider
Eliana Quevedo de Lima
José de Sousa Xavier
Carmem Buarque
Ana Luiza Trindade de Melo
Juliano Osterlund
Carlos Alberto de Assis Cavalcanti
Helder Rodrigues
Evandro Marques de Souza Gomes
Pablo Cristiano do Prado Stockel
Merivaldo Pinheiro
Jéssica Francisca de Lima
Angelita Santos da Silva
Paulo Madureira
Israel Augusto Moraes de Castro
Domingos Fábio dos Santos
Enio Costa Hansen
Selma Nanci Feltrin
Joviano Bertoldo Quatrin
Said Lucas de Oliveira Salomón
Adriana Cristina Razia
José Schenkel Weis
Reginaldo Costa de Albuquerque
Elder Boschi da Cruz
Haydée Schlichting Hostin Lima
Michel Teixeira Pereira


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POEMAS NOS ÔNIBUS E NOS TRENS
Poema Selecionado



Espuma na superfície do São Francisco. O rio sofre com a falta de tratamento de esgoto e o despejo de resíduos.



DESESPERANÇA

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em leito seco de rio

navegam olhos de terra:

farelo de fantasia...
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Rosane Coelho
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Leia as poesias da Rosane

sábado, 22 de dezembro de 2007

Natal, o nascimento de uma criança que nos tornou irmãos

"Não me chame de estrangeito porque nasci muito longe ou porque tem outro nome a terra de onde venho."
"Traemos el mismo grito, el mismo cansancio viejo que viene arrastrando el hombre desde el fondo de los tiempos, cuando no existían fronteras, antes que vinieran ellos… Los que dividen y matan, los que roban, los que mienten, los que venden nuestros sueños, los que inventaron un día esta palabra…¡¡¡ “extranjero” !!! "

Meus amigos,
Nesta época em que comemoramos o nascimento de uma pobre criança estrangeira que veio trazer ao mundo uma mensagem de Amor e Liberdade, lembremos que somos todos irmãos, não importa a cor, o credo, a ideologia ou a classe social.
Não sejamos hipócritas, porque para comemorar a festa do Natal precisamos nos despir dos preconceitos, amar e respeitar todos os homens, pois foi para nos ensinar esta lição que este menino, cujo nascimento comemoramos, veio ao mundo.
Ele nasceu fora da cidade de seus pais e em uma gruta, porque "não havia lugar para eles na hospedaria" .

Um Feliz Natal a todos,

Nédier

Assista e ouça "No me llames extranjero"/ canção-poema de Rafael Amor
no endereço abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=Mb_qyN-zTgc

- Quero agradecer à poeta e amiga Rosane Coelho por ter me enviado esta linda canção que me inspirou a escrever e postar esta página.
http://www.rosanecoelho.prosaeverso.net/

.Letra:

No me llames extranjero,

porque haya nacido lejos,

o porque tenga otro nombre

la tierra de donde vengo.

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No me llames extranjero,

porque fue distinto el seno,

o porque acunó mi infancia

otro idioma de los cuentos.

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No me llames extranjeros

i en el amor de una madre,

tuvimos la misma luz,

en el canto y en el beso,

con que nos sueñan iguales

las madres contra su pecho.

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No me llames extranjero,

ni pienses de dónde vengo,

mejor saber dónde vamos,

adónde nos lleva el tiempo.

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No me llames extranjero,

porque tu pan y tu fuego,

calman mi hambre y mi frío,

y me cobija tu techo.

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No me llames extranjero,

tu trigo es como mi trigo,

tu mano como la mía,

tu fuego como mi fuego

y el hambre no avisa nunca,

vive cambiando de dueño.


Y me llamas extranjero…

porque me trajo un camino,

porque nací en otro pueblo,

porque conozco otros mares

y zarpé un día de otro puerto,

si siempre quedan iguales

en el adiós los pañuelos

y las pupilas borrosas

de los que dejamos lejos.

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Los amigos que nos nombran

y son iguales los rezos

y el amor de la que sueña

con el día del regreso.

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Traemos el mismo grito,

el mismo cansancio viejo

que viene arrastrando el hombre

desde el fondo de los tiempos,

cuando no existían fronteras,

antes que vinieran ellos…

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Los que dividen y matan,

los que roban, los que mienten,

los que venden nuestros sueños,

los que inventaron un día

esta palabra…

¡¡¡ “extranjero” !!!

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No me llames extranjero

que es una palabra triste,

que es una palabra helada

huele a olvido y a destierro.

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No me llames extranjero

mira tu niño y el míoc

ómo corren de la mano

hasta el final del sendero.

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No los llames extranjeros,

ellos no saben de idiomas,

de límites ni banderas,

míralos se van al cielo

con una risa paloma,

que los reúne en el vuelo.

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No me llames extranjero

piensa en tu hermano y el mío,

el cuerpo lleno de balas

besando de muerte el suelo.

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Ellos no eran extranjeros,

se conocían de siempre;

por la libertad eterna,

igual de libres murieron.

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¡¡¡No me llames extranjero!!!

Mírame bien a los ojos,

mucho más allá del odio,

del egoísmo y el miedo¡¡¡

No puedo ser extranjero!!!¡

Y verás que soy un hombre!
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"No me llames extranjero"/ canção-poema de Rafael Amor

sábado, 15 de dezembro de 2007

"A vida é o minuto" Oscar Niemayer, 100 anos

MON - Museu Oscar Niemayer
“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem, o que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, nas nuvens do céu, no corpo da mulher perfeita.”

“A vida é o minuto”
Oscar Niemeyer, 100 anos.


Meus amigos,
Quero homenagear Oscar Niemayer neste dia em que ele completa 100 anos.
Como a imprensa nacional e internacional já escreveu praticamente tudo sobre este, que é considerado o maior e mais criativo arquiteto de todos os tempos, vou homenageá-lo escrevendo sobre um dos seus mais belos projetos: o MON - Museu Oscar Niemeyer.
Tenho a sorte de morar a poucas quadras dele.
Esta obra grandiosa além de fazer parte do meu dia a dia, faz também parte de minha vida, pois foi construída em frente à casa dos meus avós paternos, imigrantes italianos que lá se instalaram no começo do século passado.
Nesta casa eu passei parte de minha infância e de minha juventude.
O seu telhado é ainda visível atrás de um bar que foi construído em sua frente.
Ainda moram nesta velha casa, uma pequena parte de minha família, embora todos os meus tios já não estejam mais conosco.
Acompanhei, passo a passo, a construção deste museu.
Estive presente em sua inauguração onde conheci, pessoalmente, O Arquiteto.
Nédier

A história do Museu Oscar Niemeyer teve início em 2002, quando o prédio principal deixou de ser sede de secretarias de Estado para se transformar em museu.
O prédio, antes chamado de Edifício Presidente Humberto Castelo Branco, passou por adaptações e ganhou um anexo, popularmente chamado de Olho. Ambos os projetos são de autoria de Oscar Niemeyer.
Inicialmente batizado de Novo museu, em 22 de novembro de 2002, o complexo foi inaugurado.
Dedicado à exposição de Artes Visuais, Arquitetura e Design, atualmente, o Museu possui 17.744,64 mil metros quadrados de área expositiva potencial.
O acervo inicial surgiu com as obras do Museu de Arte do Paraná (MAP) e com o acervo do extinto Banco do Estado do Paraná (Banestado).
Em sua coleção figuram importantes artistas paranaenses e nacionais de vários movimentos.
Composto por aproximadamente 2 mil peças, o acervo guarda obras dos paranaenses Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, Miguel Bakun, Guido Viaro e Helena Wong, além de Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Ianelli e Caribé, entre outros.
Maristela Requião, minha amiga, há longa data, é a atual presidente do museu, o qual os curitibanos chamam, carinhosamente de “O Olho”.
É formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e foi indicada para assumir a presidência do complexo.

Além de ter convivido e conquistado a amizade de importantes artistas paranaenses da velha guarda, foi ela quem incentivou a criação do Museu Metropolitano de Arte (Muma). Na época, entre 1985 e 1989, o governador Roberto Requião era prefeito de Curitiba e tinha na presidência da Fundação Cultural, Carlos Frederico Marés de Souza, que apoiou o projeto.

Reunindo as qualificações necessárias ao cargo, Maristela Requião foi empossada presidente do Museu Oscar Niemeyer, no dia 4 de junho de 2003, conforme ata da Assembléia de Constituição da Sociedade dos Amigos do MON.

A Sociedade, também sob a presidência dela, é composta pelos conselhos Administrativo, Fiscal e pelas diversas diretorias.

À frente da presidência, coube a Maristela Requião dar efetivamente a alma e a rotina de um museu.
Uma programação de alto nível foi implantada.
A estratégia colocou o Museu Oscar Niemeyer no roteiro das grandes exposições, antes restrito ao eixo Rio-São Paulo, e consolidou o complexo como uma referência nacional e internacional. Ao mesmo tempo em que foram promovidas ampliações na estrutura física e museográfica.

Atualmente, estão em andamento os trabalhos para a instalação do Laboratório de Conservação e Restauro. Enquanto que o acervo, gradativamente, está sendo ampliado com novas aquisições.
Obras dos artistas plásticos brasileiros Amélia Toledo, Emanoel Araújo, Francisco Brennand, José Rufino, Nelson Leirner e de Tomie Ohtake estão entre as peças adquiridas em doação.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Miragem - poesia de Lya Luft

Meus amigos,
Esta linda poesia foi tirada do Livro "Histórias do Tempo". Lya Luft dedicou-o à sua mãe com as seguintes palavras:

"Para
- minha mãe -
que já não pode ler,
mas que sempre habitará aquela casa
com seu riso e seu perfume:
prova de que
às vezes
o tempo não importa."
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Esta página é também para a minha mãe que dedicou toda a sua vida a ensinar crianças a ler e a nos ensinar a não ter medo da vida. Ela continua vivendo dentro de mim com sua coragem e sua alegria, provando, com sua presença constante, que o tempo não importa, pois ele "- como tudo mais - é só miragem."
Nédier

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Foto de minha mãe com 8 meses, tirada há 90 anos,
restaurada há pouco por mim.
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Miragem
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Aquela criança, aquela
ainda não compreendeu o mundo
ainda se busca no espelho
ainda inventa viagens
ainda ri sem motivo
- quando os fantasmas deixam.

Aquela criança, aquela
teve as asas cortadas
e a máscara afivelada
na morte dos seus amores.

Aprendeu que o tempo
- como tudo mais -
é só miragem.